segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Qual Escola queremos?


Como dizia Jorge Luis Borges "Toda leitura envolve colaboração e quase cumplicidade" (Prólogo do Livro "Para seis cordas", de1965). Assim, aqueles que ora estiverem lendo este blog não se iludam, já estão colaborando (são responsáveis), mas quero mais; quero a cumplicidade.
Fico extasiado com a vontade de todos colaborarem com a Escola. Uma das formas é a criação de cursos - as idéias são muitas - todavia, necessitamos tomar certo cuidado, porque muitas vezes os cursos se acumulam em dias e horários iguais, não se podendo comparecer em todos os eventos ao mesmo tempo (nós e os interessados).
Claro que os eventos - e esta não tem sido a tônica - não devem ser gerados para convalidar relações políticas e administrativas.
A Escola não é - embora acabe por exercer indiretamente esta função - um meio de estabelecimento político de relações com a sociedade e com os poderes constituídos.
A Escola não é uma forma de promoção pessoal ( institucional, sim) de juízes e servidores, e, por óbvio, de seu Diretor e de seus Conselheiros.
A Escola não é um elenco emaranhado de programações que se sucedem, dia a dia, mês a mês, para a soma de pontos e mero alcance de metas, que irão construir o prontuário do agente público e do servidor, e torná-lo, formalmente, uma pessoa de curriculo invejável e denso.
A Escola é mais, é muito mais: é estudo planejado e incentivado para concretizar, quer no âmbito administrativo quer no âmbito jurisdicional, uma prestação de serviços eficiente.
A Escola está a serviço do jurisdicionado (cidadão e beneficiário do sistema), porque é dependente do Judiciário (Poder do Estado), criada para a melhoria e higidez do próprio ordenamento de que se nutre.
A Escola não é do Diretor, não é dos Conselheiros, não é de cada um em particular. É quase um organismo vivo que pede passagem para oxigenar o sistema, desfazer obstáculos de funcionamento da máquina administrativa, que estejam atrelados ao conhecimento, elevar o ser humano, que trabalha para a comunidade, e tornar mais claro o horizonte pessoal, profissional e social.
Estou - como diríam os portugueses - cá a pensar em voz alta, ou em escrita blogueira (existe este termo?), gastando o éter com palavras.
Enfim, para saber o que é uma Escola Judicial, ou o que dela queremos, um método possível é apontar o que ela não é, ou o que dela não queremos. Vamos pensar. Carlos Roberto Husek

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Qual a Escola que queremos?

Uma coisa é certa.
A Escola Judicial tem objetivos práticos a serem alcançados e que se concretizam nos diversos Cursos e Palestras, presenciais ou "on line", na formação, sempre e eternamente continuada, de Juízes e Servidores.
A exigência de pontos e de capacitação anuncia-se em números que gera a busca de cumprimento de metas: uma preocupação da Escola, do Tribunal e de todos.
Temos, e não é desconhecido de ninguém, obstáculos de tempo, tanto para Escola como para cada beneficiário dos Cursos, quer pelos mecanismos de cumprimento dos objetivos propostos (por parte da Escola), quer pelo necessário sacrifício dos Juízes e Servidores, que devem administrar seus dias e afazeres, profissionais e particulares, para incluir na jornada (diária, semanal ou mensal) alguma dedicação aos programas de ensino que se avizinham.
Não há como fugir. O mundo moderno, o momento do Poder Judiciário, a transformação na forma administrativa e processual, de agir, a busca por menos gastos, menos papel e a eficiência, transparência e objetividade, bem como o acesso a uma prestação jurisdicional célere nos obriga, a todos, a desenvolver esforços neste sentido. A situação é irreversível.
Assim, quanto ao aspecto prático a resposta é automática: esta é a Escola que precisamos.
No que tange ao aspecto teórico – e não é menos importante, ao contrário, talvez seja fundamental – a filosofia da Escola é que a manterá nos seus trilhos.
De início, pode-se pensar em uma Escola aberta, encampando, senão todos, a grande maioria dos eventos, desde que se cumpra o mínimo exigível (pontuação, horário, avaliação pedagógica e didática, interesse da matéria e etc) ou uma Escola que selecione com rigor o seu programa e patrocine e/ou participe de eventos previamente estudados e aprovados, sem descurar, é claro, daquele padrão mínimo.
A questão não é obter um maior número de pontos e de pessoas capacitadas (números são fáceis de serem obtidos), é de legitimar os números e as capacidades. A estatística é uma ciência que deve ser bem entendida, porque se presta a uma maior e geral visibilidade de cenários possíveis, nos diversos campos de trabalho, e ao mesmo tempo, tende a falsear determinadas realidades. Vamos pensar.
Carlos Roberto Husek

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Comunicação das atividades

Aqui inauguramos este Blog, para melhor comunicar com todos os interessados o pensamento da Direção da Escola e receber as críticas necessárias.
Nossa intenção é a de esclarecimento e de transparência, estabelecendo uma conversa que, embora e em princípio, de mão única, sem sombra de dúvida nos dará a recepção daquilo que propopomos, em relação a prática institucional. Para tanto, não estamos preocupados com as regras gramaticais - apenas o mínimo inteligível - porque queremos a comunicação (um pouco na forma  de "e.mail", com palavra cifradas, cortadas, acopladas, e etc., se for o caso: não sei se consigo...) e não a lição dos doutos.
Informamos a todos, que tivemos nossa primeira reunião de trabalho na última quinta-feira, e com base no Estatuto, bem como para imprimir maior facilidade e controle dos eventos patrocinados pela Escola, ou que dela tenham alguma participação, decidimos que tudo deve ficar centralizado (coordenação) nos Conselheiros (afinal, para isso é que fomos eleitos).
Não nos move nenhuma posição política ou pessoal, com este ou aquele colega que tenha participado de gestões anteriores, e, tanto assim é, que pedimos a colaboração de todos (não se tratam de meras palavras), para que os programas da Escola não sofram solução de continuidade. A interpretação para este resultado de votação foi técnica, estatutária e de oportunidade administrativa, com alguns laivos (permitam-me o vocábulo) de filosofia gerencial.
Compele-nos o espírito público e a certeza de que - como tudo na vida - passamos e a Escola fica. O período é extremamente curto para produzir algo que permaneça como efetiva contribuição. Graças aos céus, a gestão anterior e as demais vieram conduzindo a Escola de forma inteligente e produtiva, facilitando muito a nossa tarefa (só temos que dar continuidade).
Muito se discutiu na reunião havida sobre a Escola (e necessitamos discutir cada vez mais), tomada a palavra "discussão", como o estabelecimento de idéias e propostas. Ficou ainda no ar, a pergunta: Que Escola queremos? No início da reunião fizemos esta pergunta e obtivemos algumas respostas. Todavia, não adianto qualquer resultado, porque ainda estamos pensando. É certo que, necessitamos de todos para estabelecer os parâmetros, que podem ser em grande parte flexíveis ( mudar ao sabor dos acontecimentos, na formação de juízes e servidores, por exemplo), porém mantendo uma linha, uma base, uma espinha dorsal baseada na prestação jurisdicional e na melhoria dos serviços da Justiça.
A partir de tal "discussão" (a reunião começou, mais ou menos às 15h e terminou além das 20h), definimos o quadro de atribuições dos Conselheiros, da seguinte forma:
1. Formação inicial de juízes e Coordenação pedagógica dos Cursos de Especialização: Dra. Lilian Gonçalves;
2. Núcleo de Ensino dos magistrados: Husek;
3. Núcleo de pesquisa: Dr. Sérgio Pinto Martins;
4. Núcleo de Ensino a Distância: Dr.Thiago Melósi Sória;
5. Núcleo de Ensino de Servidores; celebração de convênios e palestras para estagiários, bem como capacitação para o trabalho seguro: Dra. Erotilde Ribeiro dos Santos Minharro;
6. Capacitação de conciliadores; coordenação de eventos das demais comissões do Tribunal, bem como implatanção do Comitê de Trabalho, Justiça e Cidadania: Dra. Maria Isabel Cueva Moraes.
Claro que todas as áreas estarão sob a supervisão do Diretor da Escola, e, eventualmente, nos impedimentos deste, no da Vice-Diretora.
Importante frisar - este é o espírito - que não pretendemos cultivar contrariedades e dissonâncias. Não há o "nós" e o "eles", nem "esta gestão" e "aquela/ou outras gestões", nem os "simpatizantes" e os "antipatizantes". Gostamos muito da idéia de contribuição, de vontade em fazer o melhor, de felicidade em servir, com generosidade e desapego.
Queremos, para tanto, a cooperação de todos. Um grande abraço. HUSEK.