quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

As modificações buscadas pela Escola Judicial


Amigos,

As modificações buscadas pela Escola Judicial, em prosseguimento ao que já vinha sendo realizado pelas Administrações anteriores, têm por objetivo, como todos sabem, o aperfeiçoamento de Magistrados e servidores, em benefício do Poder Judiciário e, por óbvio, dos jurisdicionados.

Entretanto, não menos importante a modificação física da Escola - na medida do possível - para melhor atender ao desiderato da sua existência. Pensando nisto é que propusemos uma nova conformação do espaço da Escola, para melhor distribuir os servidores e suas respectivas funções, bem como proporcionar aos visitantes, alunos, professores convidados, um ambiente mais condizente com o papel dessa instituição.

Abaixo temos a planta (layout) antiga (de n.1) e a nova (de n. 2), já em pleno funcionamento, observando alguns aspectos, a saber:

- a secretária da Escola fica com uma sala própria, para bem poder coordenar os trabalhos e exercer com plenitude as suas atividades;

- os servidores foram posicionados em grupos de quatro, em mesas funcionais apropriadas, formando blocos com tarefas afins;

- criou-se um corredor que vai da entrada - esta, logo à esquerda da porta principal - à sala da Diretoria, onde se instalou, também, a mesa de reunião (com espaço suficiente). A idéia é de receber os palestrantes, sem que necessitem passar pelo meio dos trabalhos que estão sendo desenvolvidos (produção dos servidores). Em futuro próximo, entendemos que a parede lateral, que margeia o referido corredor, poderia abrigar fotografias dos Coordenadores (até 2008) e Diretores da Escola (de 2008 em diante), em correspondência aos respectivos mandatos.

- com tudo isso, posicionaram-se melhor os armários e outros móveis, para tornar mais prática a circulação de pessoas e o arquivamento de pastas e papéis.

Layout n.1:



Layout n. 2:




Raciocinamos a possibilidade de criar um espaço condizente para as atividades comunicativas referentes ao "podcast" e futuras transmissões televisivas (sonhar é sempre possível).

Tudo, é claro, com o mínimo custo e dentro das regras legais e administrativas. Para tanto, temos servidores na Escola e os que fazem parte da Administração do Tribunal, em setores estratégicos, que muito podem ajudar, e o fazem (já andamos conversando para o planejamento de mais estes passos).

Enfim, temos algumas proposições - outras já foram implementadas (layout n. 2) - uma boa parte fruto de propostas em igual sentido das vitoriosas Administrações que coordenaram a Escola Judicial.

Nada, pois, na verdade se criou. O trabalho de transformação espiritual  e física da Escola deveu-se a grupo de pessoas (coordenadores, diretores, conselheiros), que nos antecederam.

Também não nos esqueçamos, nesta construção diuturna e vencedora, da boa vontade e do trabalho inteligente, objetivo da Secretária da Escola Judicial Ana Helena Pirágine e dos servidores Adriana Werner, Aliny Christine Trajano do Nascimento, Andréa Torres Sanchez, Auri Fernandes Gomes, Ebert Rodrigues da Silva, Edvaldo da Silva Alves, Elisete Rufino de Faria, Gustavo Costa Martins, José Erigleidson da Silva, José Marcos Alves, Leandro Totti Feijoo, Ludmilla Cavarzere de Oliveira, Marcos Cabanas Esteves e Silvia Branda.

Um grande abraço a todos.

Carlos Roberto Husek 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Carnaval e Quarta-feira de Cinzas





Amigos, Olavo Bilac, genial poeta brasileiro, parnasiano, em sua poesia "In extremis", deparou-se com a verdade da vida, ao constatar o momento da morte:

"Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia
Assim! de um sol assim!
                                          Tu, desgrenhada e fria,
Fria! postos nos meus os teus olhos molhados,
E apertando nos teus os meus dedos gelados...

E um dia assim! de um sol assim! E assim a esfera
Toda azul, no esplendor do fim da primavvera!
Asas, tontas de luz, cortando o firmamento!
Ninhos cantando! Em flor a terra toda! O vento
Despencando os rosais, sacudindo o arvoredo...

E, aqui dentro, o silêncio...E este espanto! e
                                                             (este medo!
Nós dois... e, entre nós dois, implacável e forte,
A arredar-me de ti, cada vez mais, a morte...

Eu, com o frio a crescer no coração, - tão cheio
De ti, até no horror do derradeiro anseio!
Tu, vendo retorcer-se amarguradamente,
A boca que beijava a tua boca ardente,
A boca que foi tua!

                     E eu morrendo! e eu morrendo
Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo
Tão bela palpitar nos teus olhos, querida,
A delícia da vida! a delícia da vida!."

Permitam-nos a licença poética no blog do diretor, mas necessitava escrever isto (alegria e cinzas).
 "A delícia da vida" devia nos fazer repensar os relacionamentos. Nossos orgulhos, nossas verdades, nossas medalhas, nossas posições sociais, nossos argumentos...Tudo... Meias verdades, ou inteiras mentiras que só valem no estrito contexto de um olhar míope, deformador, embaçado. Nada é mais importante que a mão amiga, o olhar amigo, a possibilidade de juntos (em dupla ou em grupo) ver a vida, dizer o que vai na alma, unir esforços, encontrar saídas e comemorar os feitos com o suor dos esforços comuns, reconhecer que cada um tem muito a dar e a receber. Mas, nos posicionamos inflexíveis e, talvez, só venhamos a perceber a grande bobagem que nos move na conquista dos espaços (profissionais, políticos, sociais) quando diante da morte; da morte do ente querido; da nossa própria morte. Não é que devamos abandonar o jogo, este jogo humano, este jogo de xadrez, este jogo de peças, que nos faz em alguma hora participar do teatro da vida, como simples coristas ou como atores principais (é o jogo..! que felicidade poder jogar..!) Não! Isto faz parte da vida. Entretanto, poderíamos fazê-lo sem a gana de matar o outro! Sem que a disputa pudesse representar a eliminação do adversário! A vida é um teatro e nele representamos um papel (apenas representamos um papel). A representação é importante, na sua medida e não mais. Hoje somos juízes, professores, servidores, médicos, mecânicos, trabalhadores em geral, pais, filhos, amanhã estaremos aposentados, depois, estaremos mortos. O que fazemos de nossas verdades, aquelas que estão depositadas no fundo dos nossos corações? Respirar antes. Respirar na vitória. Respirar na derrota. Respirar a delícia da vida! Esta é a única verdade. O resto..? O resto é o que sobra...para ser repensado. A Escola Judicial é a nossa atual representação. No entanto, ela é apenas uma sequência do caminho que nós todos (juízes e servidores) temos a percorrer ou temos como possibilidade. Vamos aproveitá-la da melhor forma. Estamos sempre dispostos a dar as mãos, embora nem sempre saibamos o que fazer com elas. Vamos à luta!  Carlos Roberto Husek.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Comunicação inicial


Amigos,

Estamos aqui para iniciar nossa comunicação pela Escola Judicial, que na verdade, só entrou em recesso pelo estrito período do Natal e Ano Novo, e nem nestes períodos pudemos nos afastar de preocupações referentes à Escola, ante os diversos eventos e cursos que estão dentro da programação já divulgada, além de outros que pretendemos implementar.

Todos receberão notícias, como é de praxe, mas aproveitamos este espaço apenas para lembrar que pretendemos fazer a abertura deste ano escolar (2.013 há de ser muito produtivo!) formalmente, como fizemos com o encerramento, em 2012. Para tanto, pensamos em algo que deva acionar os nossos sentidos, na tentativa de abertura total (diriam os hindus, dos chacras) para a vida (palestra, música etc) e, por óbvio, para a vida jurídica.

Os temas filosóficos rondam nossas perspectivas e eventualmente aqueles que podem transmití-los. A Filosofia é uma porta aberta para nos tornarmos mais humanos e escaparmos do atavismo ancestral do corpo, do animal que nos representa na cadeia intrincada da evolução das espécies.

A tendência é esta; cada vez nos distanciarmos, mais e mais, da mera realidade material para encetarmos a aventura do espírito, da inteligência, da sensibilidade.

Para tanto, melhor lugar não há, em nosso âmbito, do que a Escola Judicial, que tem por objeto maior, embora não expressamente escrito no seu estatuto, o de: tornar o juiz e os servidores da Justiça, melhores; melhores pessoas, melhores magistrados, melhores servidores. Enfim,  seres humanos mais completos, que possam resolver os problemas sociais pela aplicação da lei, de forma justa e equilibrada.

Vamos continuar com o "podcast" (que está sendo gravado) e servirá para divulgação de diversas matérias e pensamentos sobre as áreas jurídicas e áreas correlatas (em nossa visão, como o jurídico abrange o que ocorre na sociedade, toda manifestação humana pode ser objeto de estudo sob o ponto de vista do Direito ou com base em estudos a este paralelos). Também programamos outras formas de comunicação, que virão ao conhecimento de todos no seu devido tempo. Sem nos descurarmos, é claro, com a feitura dos cursos necessários à pontuação e ao esclarecimento.

Contamos com a força de todos. Vamos aproveitar o Carnaval (desculpem a brincadeira) para por o nosso bloco na avenida. Carlos Roberto Husek