sexta-feira, 26 de abril de 2013

Uma nova mensagem


Amigos,

É com grande satisfação que informo estarmos conseguindo alcançar as metas planejadas em âmbito regional para a implementação de cursos à distância e presenciais. Mais do que isso: pela primeira vez, nos corredores da Justiça, ouço magistrados entusiasmados com um ou outro curso, ou mesmo fazendo uma ou outra crítica, mas inseridos na idéia de que a continuidade do estudo é para toda vida e que os cursos promovidos pela Escola Judicial já fazem parte do dia a dia, e não podem ser desconsiderados.

Enfim, fazer um curso - ainda que seja para completar o número mínimo de pontos exigidos (norma imposta) - passou a estar dentro da agenda de cada um. Ser magistrado ou servidor da Justiça significa entrar para uma área profissional em que o estudo é parte inerente do desenvolvimento. Não há mais como exercer nossa profissão, sem dar continuidade ao estudo jurídico, humanitário, social, filosófico (também pensamos em implementar, na medida do possível, cursos não-jurídicos): estudar é viver; viver é trabalhar; trabalhar é produzir; produzir bem é ter equilíbrio entre lazer e atividade profissional; equilíbrio entre lazer e atividade profissional induz em atividade profissional prazerosa; atividade profissional prazerosa significa viver a vida na sua plenitude; viver a vida na sua plenitude significa dormir, acordar, respirar, trabalhar, estudar e fazer tudo de forma leve, sem atropelos, sem neuroses, sem esforços absurdos. Tudo isso significa: saúde.

A saúde humana tem dimensão espiritual e física. Somos adeptos do trabalho racional e do ócio inteligente. Quiçá virá um dia que: só trabalharemos movidos pelo prazer e não pela necessidade;  só descansaremos trabalhando;  só estudaremos descansando. E só ficaremos imóveis na morte, porque a morte não é a vida ( pelo menos em relação ao corpo). Viver é vibrar; vibrar é agir; agir é dialogar. Não somos, pura e simplesmente,  técnicos, nenhum de  nós (magistrados e servidores). Somos seres plenos cuja profissão é apenas um meio de viver plenamente a vida. Fico sensibilizado e agradeço a todos os queridos amigos pela resposta que está sendo dada aos nossos planos e cursos. Percebo que apesar das eventuais diferenças de opinião sobre uma ou outra matéria, sobre a Justiça e sobre a carreira, sobre o mundo e sobre os valores, estamos conseguindo falar e viver uma linguagem comum, que tem sua instrumentação e caminho (um dos caminhos) a EJUD2.

Necessitamos, é verdade, de alguns reparos: por exemplo, não promover cursos que atinjam o mesmo público nos mesmos dias e horários (cursos encavalados). Faço uma defesa: infelizmente nem sempre temos controle disso, porque ainda, as pessoas com boa vontade (reconheço que o são), planejam e estabelecem a execução de cursos, comunicando-os para a EJUD2, apenas após já feitos os convites para os palestrantes e aprovados administrativamente pelos órgãos de direito, e nós temos que procurar encaixá-los dentro da programação estabelecida.

 Claro está que a EJUD2 tem uma função maior e mais abrangente do que simplesmente facilitar a obtenção de pontos de magistrados e servidores: ela tem função pedagógica, didática, filosófica. Ela não programa cursos - um após outro - como forma de preencher espaços e atuar. Ela há de ser consultada sempre, com antecedência devida, de forma cooperada, para o estabelecimento das necessidades, dos cursos e da  pontuação.

 Não queremos nos arvorar em orientadores pedagógicos; não somos - apesar de, no meu caso particular, ter feito o curso Normal (tenho alguma noção) -; queremos em conjunto, com os que pensam e planejam cursos (por favor, continuem pensando e planejando, porque esta é a nossa riqueza), sentar à mesa e discutir os problemas práticos e teóricos, administrativos e materiais e, finalmente "bater o martelo", com entusiamo: vamos fazer..! Sei que nem sempre estou à disposição; sei que nem sempre há disponibilidade de tempo para tais empreendedores (todos nós continuamos com os nossos horários e com os nossos processos, além de outras atividades  no Tribunal - comissões - e na família), porém, com boa vontade estes serão apenas simples obstáculos, que não impedirão de conversarmos.

Tudo é planejamento e todo sucesso resulta de boa intenção e de entender as dificuldades de cada um. Não somos só magistrados, não somos só servidores, não somos só pais e mães de família, não somos só cuidadores dos nossos familiares doentes, não somos só estudantes, não somos só pagadores das nossas dívidas, não somos só trabalhadores, braçais e/ou intelectuais: somos seres multifacetados (que bom...!) e a compreensão da existência desses vários aspectos, dessas múltiplas facetas da nossa vida, necessita ser posta nos nossos planejamentos pessoais e profissionais. Conto com todos. Carlos Roberto Husek.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Reunião do CONEMATRA em São Paulo


Amigos,

Recebemos, em 15 e 16 de abril, a reunião do CONEMATRA, comandada pelo Presidente James Magno Araújo Farias, desembargador no Maranhão. Não podíamos deixar de fazer alguns agradecimentos aos que colaboraram com o evento, sem o que não teríamos a mínima possibilidade de sucesso.

Em primeiro lugar, agradecemos a Dra. Maria Doralice Novaes, que cedeu os espaços dos 20º e do 24º andares do Tribunal, para o Encontro que durou das 9h às 18h, dos referidos dias, e que nos prestigou com sua presença; prestígio este que se deu, também, com a presença da Dra. Silvia Regina Pondé Galvão Devonald, da Dra. Rilma Aparecida Hemetério e Dra. Jane Granzoto Torres da Silva, além da Dra. Lilian Gonçalves (Vice-Diretora da EJUD2), Dra. Maria Isabel Cueva Moraes, Dra. Erotilde Ribeiro dos Santos Minharro (Conselheiras da EJUD 2) e  Dra. Patrícia Almeida Ramos (Presidente da Amatra 2).

Depois, tivemos a colaboração material e espiritual das seguintes pessoas:

Ana Helena Pirágine - Secretária da Escola Judicial da 2a. Região.

Deuel Vieira Duarte - assessor da Corregedoria: que fez uma excelente apresentação musical no intervalo do Encontro;
Marcelo Schettini - diretor da Coordenadoria de Segurança e Transporte: logística dos traslados;
Fábio Pontes - responsável pela Seção de Transporte: logística dos traslados;
Maria Alice Dias Monteiro - servidora lotada na Secretaria de Apoio Administrativo: que fez a arte das pastas e providenciou a confecção pela gráfica do Tribunal;
Adriana Marcellino - Diretora da Secretaria de Apoio Administrativo;
Edna Avanci de Souza - chefe do Cerimonial do Tribunal;
Jacques Menezes de Oliveira - mestre de cerimônia;
Laura Fernandes Csengeri - responsável pela Seção de Atendimento de Copas do Tribunal;
Elaine Volpi Caire - responsável pelo Apoio administrativo no edifício sede;
André Silva dos Reis - operador da mesa de som, microfones e apoio logístico;
Mário Roberto Guedes - operador da mesa de som, microfones e apoio logístico;
Maria Amália Santi Cardoso - fez as reservas dos auditórios na sede;
Adriana Werner - servidora da Escola;
Aliny Christine Trajano do Nascimento - servidora da Escola;
Andréa Torres Sanchez - servidora da Escola;
Auri  Fernandes Gomes - servidor da Escola;
Ebert Rodrigues da Silva - servidor da Escola;
Edvaldo da Silva Alves - servidor da Escola;
Elisete Rufino de Faria - servidora da Escola;
Gustavo Costa Martins - servidor da Escola;
José Erigleidson da Silva - servidor da Escola;
José Marcos Alves - servidor da Escola;
Leandro Totti Feijoo- servidor da Escola;
Ludmilla Cavarzere de Oliveira- servidora da Escola;
Marcos Cabanas Esteves - servidor da Escola;
Silvia Branda - servidora da Escola;
Alexandre Santana - servidor da Secretaria de Tecnologia da Informação: auxiliou na operação de data-show, microcomputadores e telão;
Júlio César Delmanto - servidor da Secretaria de tecnologia da Informação: auxiliou na operação de data-show, microcomputadores e telão.

A todas as pessoas acima mencionadas o nosso profundo agradecimento. São Paulo demonstrou força intelectual, ao trazer o Desembargador  José Renato Nalini e o Professor Dalmo de Abreu Dallari e força de organização, embora não tivesse um jantar em grande estilo (como é de praxe) nem a apresentação de dança típica, ou alguma excursão a pontos turísticos (não tivemos tempo para tanto), porque fizemos em um mês toda a programação, para atender ao novo Presidente eleito do CONEMATRA; tais Encontros, em geral acontecem, com meses de antecedência - por exemplo, os próximos Encontros já estão marcados: Mato Grosso - junho e Curitiba - agosto. Uma das participantes do Encontro disse: "É, esta é a cara de São Paulo." (pode, eventualmente ser uma crítica, como, "aqui só se trabalha").

Por fim, restar dizer que, na pasta de cada participante do CONEMATRA, deixamos impresso os seguintes dizeres:

"Prezados amigos e companheiros do CONEMATRA,


O mundo moderno não é mais o dos grandes avatares iluminados, dos lideres performáticos, dos gênios solitários, dos artistas inalcançáveis, dos santos milagrosos, dos condutores de povos, dos ilusionistas, dos predadores, dos discursos vazios, do pão e do circo, dos acróbatas da palavra e da sedução.


O mundo de hoje é o da cooperação, interna e internacional, em que as mãos são dadas, os olhares se cruzam, o esforço é comum e a consciência de que não se sabe tudo, não se pode tudo, não se tem tudo, revela a única possibilidade de sobrevivência da civilização que construímos: a amizade ampla e irrestrita, despojada de egoísmos estéreis, solidária e permanente.


Recebam o abraço de São Paulo e da EJUD2, na certeza que formamos, todos nós, um só corpo e um só ideal de implementação do conhecimento e da justiça.


Sejam bem-vindos."

Por incrível que pareça, as palestras de Nalini e de Dallari tangenciarem a mesma temática. É sinal que estamos em sintonia.

Esta nossa comunicação somente busca dar noticia aos desembargadores, juízes e servidores (a Escola é de todos nós), o que procuramos fazer em nome da EJUD2, e nos submetermos às necessárias críticas para que possamos aprimorar a atuação da Escola. Mais uma vez, obrigado a todos. Carlos Roberto Husek

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Posse da Diretoria e do Conselho da ENAMAT

NOTÍCIA ADMINISTRATIVA

Dia 08.04 estivemos em Brasília para a posse da nova Diretoria e respectivo Conselho da ENAMAT – Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho.

Tratou-se de evento de suma importância, que ultrapassou a mera formalidade de troca de pessoas em cargos de direção, vez que marcou um desejo de impulso, como não poderia deixar de ser, de aprimoramento dos ‘magistrados’, via Escola Judicial.

O ato foi prestigiado pelo Tribunal Superior do Trabalho com a condução dos trabalhos pelo Ministro Presidente Carlos Alberto Reis de Paula e comparecimento dos Ministros da Suprema Corte Trabalhista.

Aprofundaram-se na convicção de que o caminho do estudo é necessário para o juiz e deve ser trilhado por toda vida.

Os velhos costumes de atuação judicial, desapegados de uma base cultural jurídica, ampla e profunda e sem a sensibilidade necessária para a paz, a concórdia e a justiça, não são compatíveis com a dinâmica das relações sociais da atualidade.

O estudo das matérias afetas ao cerne das questões sociais e à possibilidade de soluções mais céleres e justas, sem complicações processuais e procedimentais estéreis, tem como veículos de desenvolvimento a ENAMAT, de forma específica, como coordenadora pedagógica maior, e as Escolas Regionais, que implementam seus programas no intuito de atender às necessidades também locais.

Assim, as Escolas Regionais, e em especial a EJUD2, encontram-se à frente desse processo de renovação e de busca da justiça (valor), pelo aprimoramento daquele que julga.

Nós, juízes e servidores do Judiciário, não fazemos as leis, nem administramos sua aplicação, competências típicas dos outros dois poderes, o Legislativo e o Executivo, mas temos os instrumentos para bem interpretar e inovar (no que for possível) o sistema jurídico, priorizando a condição humana e prestigiando a vida digna.

O juiz e seus auxiliares, voltados para as questões jurídicas mais prementes, às análises da contingência humana e das relações – em nosso caso – do capital e do trabalho, tem plena condição, pelo estudo apurado, rico e inteligente, de serem os condutores seguros do cidadão e do jurisdicionado, nos embates da vida moderna.

As falas do ex-Diretor da ENAMAT, Ministro Aloysio Corrêa da Veiga e do Ministro João Oreste Dalazen, que assumiu o cargo, vão ao encontro desse desiderato.

Temos grande esperança de um progresso cada vez maior na atuação das Escolas Judiciais.

A condução deste processo será feita pelos que tomaram posse naquela data, a saber:
Diretor            - Ministro João Oreste Dalazen
Vice-Diretora - Ministra Kátia Magalhães Arruda
Conselheiro   - Ministro Lelio Bentes Correa
Conselheiro   - Ministro Alberto Luiz Bresciani de Fontan Pereira
Conselheiro   - Ministro Augusto César Leite de Carvalho
Conselheiro   - Desembargador André Genn de Assunção Barros
Conselheiro   - Desembargadora Flávia Simões Falcão
Conselheiro   - Juiz do Trabalho Marcos Neves Fava

A EJUD2 congratulou-se e congratula-se com os novos dirigentes da ENAMAT.

Vamos continuar em nossa caminhada para bem servir a Justiça e o jurisdicionado.


CARLOS ROBERTO HUSEK
Diretor da EJUD2